sábado, 18 de julho de 2009

Questão de Identidade

No futebol do novo século podemos dizer que a identidade que certos atletas criam com a torcida e com o clube, podem ocultar até mesmo a falta de habilidade e de técnica. Muitas vezes estampando um slogan de raça, jogadores tem se destacado pelo empenho e desgaste no campo. Poderíamos dizer que em todos os clubes hoje existem chamados xodós. No Palmeiras é impossível não se lembrar de Pierre e sua garra, volante que agora com o técnico (interino ou não) Jorginho puxa até mesmo contra-ataques. Isso que é confiança.
No Internacional de Porto Alegre até pouco tempo era o melhor ataque do Brasil, Guiñazu, o volante argentino tem sido considerado o símbolo do time. Podemos completar essa lista com Tcheco do Grêmio, Lúcio Flávio do Botafogo, Fábio Costa no Santos, Rogério Ceni no São Paulo, mas uma curiosidade pode ser notada quando tocamos no assunto. Repare que os jogadores que se identificam poucas vezes são atacantes, ou jogadores de frente.
As exceções que podem ser vista hoje são Kleber, do Cruzeiro e Ronaldo do Corinthians. Ambos podem dizem que carregam seus times em muitas situações difíceis. Kleber foi campeão Mineiro e finalista da Libertadores sobrando em campo, já Ronaldo dispensa apresentações e já foi campeão Paulista e da Copa do Brasil. Ambos duelarão contra pelo brasileirão na sua 12ª rodada.

A Controvérsia

Pelo lado contrário desse raciocínio existem atletas que mesmo demonstrando raça e empenho a torcida não aceita e ele sempre leva a culpa. Fabinho Capixaba do Palmeiras tem recebido duras criticas e perdeu a posição para um volante improvisado na direita. No Corinthians por sua vez, o atacante Souza que havia sido contratado para ser o substituto de Ronaldo passa bem longe disso, sem mercado e sem chances, o atacante encontra-se encostado no Parque São Jorge a torcida já põe o atleta a venda até mesmo na internet.

terça-feira, 14 de julho de 2009

É Mancini, “um dia da caça...”

Compare os fatos.
No campeonato brasileiro de 2008, o Vitória de Mancini fazia um belo início de campanha como a deste ano, freqüentando a zona da Liberadores. Na 10ª rodada, 09 de Julho, o time baiano aplicou uma goleada histórica no Botafogo em Salvador por 6 a 2. Após a goleada, a diretoria do clube carioca dispensou o técnico Geninho.
Neste fim de semana, o Vitória de Carpegiani em jogo pela 10ª rodada atropelou o Santos de Mancini por 5 a 2 no Barradão. Resultado que ocasionou na demissão de Mancini do comando da equipe paulista. Coincidência não?

Trabalho

O fato que é necessário ressaltar são as campanhas do clube baiano que após o acesso em 2008 em nenhum momento especulou lutar contra o rebaixamento. Mesmo com o orçamento limitado tem montado times competitivos e tem feito do Barradão, um alçapão. Estádio que está listado pela FIFA como uma das sedes para a Copa do Mundo de 2014.
Continuando as comparações com o ano anterior, o G-4 era formado por Flamengo com 23 pontos, Vitória com 20, Cruzeiro e Grêmio com 18. O São Paulo que se sagraria campeão ocupava a oitava posição com 14 pontos.

Rubinho: O estranho no ninho

O mesmo roteiro, o mesmo final. A mesma história de sempre: esse é Rubens Barrichello na Fórmula 1. O brasileiro parecia que ia sobrar no GP da Alemanha e vencer sua primeira prova na temporada, para entrar de vez na briga pelo título. Com uma estratégia ousada, assumiu a liderança na largada superando Mark Webber.
Porém o piloto da Brawn GP teve problemas em sua segunda parada no Pit Stop que custou posições ao brasileiro que terminou a prova em sexto lugar. A colocação ruim derrubou o piloto para a quarta posição na briga pelo título. Inconformado, Rubinho disparou duras criticas a construtora.
Quando era piloto da Ferrari se dizia desprestigiado e colocado em segundo plano, já nas temporadas em que esteve na equipe Honda perdeu o duelo com o companheiro Button e dizia estar dando o máximo de seu carro. A explicação existe, e sempre Rubinho se coloca de maneira questionável.

A troca

O boato de que Fernando Alonso esta de malas prontas para a Ferrari pode também estar martelando a cabeça de Rubinho. Pois Ross Brawn, dono de sua equipe parece estar sondando Kimi Räikkonen, piloto finlandês da Ferrari para ocupar seu posto na Brawn GP. Que fase! Acelera Rubinho!

terça-feira, 23 de junho de 2009

(Quase) Nada de Surpresas

O Torneio de Wimbledon não apresentou nenhuma grande surpresa após sua primeira etapa, a única contradição ficou por conta de James Blake. Vice- campeão do Torneio de Queen's, há oito dias, o americano encerrou sua participação no piso de grama, o tenista foi derrotado pelo italiano Andreas Seppi por 7-5, 6-4 e 7-6 (7-5).
James Blake tem se mostrado inconstante na temporada, chegando a duas finais como a do Torneio de Estoril e de Queen´s, ambas perdida. Porém nos dois Grands Slams do ano o americano foi eliminado na primeira rodada. Mantendo o tabu de nunca ter alcançado sequer as oitavas-de-final do torneio, o atleta que já foi 10º do ranking hoje ocupa a 17ª posição com previsão de baixa na próxima semana. A outra surpresa do campeonato foi à eliminação de Marat Safin, cabeça-de-chave número 14. O russo foi derrotado pelo americano Jesse Levine por 6/2, 3/6, 7/6 e 6/4.

Nos demais confrontos do torneio nenhuma surpresa. A aposta e esperança da casa Andy Murray não decepcionou o público que lotou a quadra central de Wimbledom, vencendo o americano Robert Kendrick por 3 sets a 1, com parciais de 7/5, 6/7, 6/3 e 6/4 em pouco mais de duas horas e meia. Sem uma grande apresentação, o atual nº 3 que há oito dias venceu o torneio de Queen´s fez 20 aces e contou com 41 erro não forçados de Kendrick. Murray tenta se tornar o primeiro britânico a vencer Wimbledon em 73 anos. O último tenista do Reino Unido a erguer a taça no Grand Slam londrino foi o inglês Fred Perry, em 1936. Hoje, Andy Murray veste roupas da grife que leva o nome de Perry.

O americano Andy Roddick venceu o francês Jeremy Chardy na primeira rodada. O ex-número 1 do mundo e atual sexto colocado no ranking da ATP derrotou o adversário por 6/3, 7/6, 4/6 e 6/3, e avançou à segunda rodada do torneio. Em uma partida sólida Andy Roddick executou 21 aces chega a Wimbledon mais uma vez como candidato ao título. Em seu currículo o americano tem duas finais no Grand Slam britânico (2004 e 2005), além de quatro títulos na grama (todos em Queen's, em 2003, 2004, 2005 e 2007).

Juan Martín Del Potro não teve dificuldades para vencer o francês Arnaud Clément e avançou à segunda rodada em Wimbledon. O argentino de 1,98m de altura, atual nº 5 do ranking, aplicou 3 sets a 0 (6/3, 6/1 e 6/2) no adversário 25 centímetros mais baixo, que mede apenas 1,73m. O argentino tenta o feito de alcançar pela primeira vez a terceira fase do torneio.
Na próxima fase Del Potro enfrenta o australiano Lleyton Hewitt, que venceu o norte-americano Robby Ginepri por 3 a 0, com parciais de 6-4, 6-1 e 6-1. Hewitt que foi campeão do torneio em 2002 não está nem entre os cabeças-de-chave na atual edição. Em uma partida avassaladora, o australiano venceu em apenas uma hora e 31 minutos, ele cedeu só seis games ao adversário.

O alemão Tommy Haas precisou de menos de dez minutos para completar sua vitória por 6/7, 7/6, 6/3 e 6/4 sobre o austríaco Alexander Peya. A partida havia sido adiada por falta de luz natural, com o quarto set empatado em 4/4.

Fernando González por sua vez estreou com uma boa vitória sobre o russo Teimuraz Gabashvili: 7/5, 7/5 e 6/3. O chileno vai enfrentar na próxima fase o argentino Leonardo Mayer, que despachou o espanhol Oscar Hernandez por 6/0, 6/0 e 6/3.

O algoz de Nadal em Roland Garros e 12º do ranking, Robin Soderling venceu Gilles Muller (LUX) por 3 sets a 1, com parciais de 6/7, 7/5, 6/1 e 6/2. O sueco entrou no torneio como o cabeça de chave numero 10.

Novak Djokovic, nº 4 do mundo, não teve uma estréia fácil. O sérvio precisou de quatro sets para derrotar o francês Julien Benneteau por 3 a 1, com parciais de 6-7 (8-10), 7-6 (7-1), 6-2 e 6-4.


Pinta de Campeão

O atual vice-campeão em Wimbledon e recentemente campeão de Roland Garros, Roger Federer abriu as competições e não decepcionou os fãs londrinos. O suíço número 2 do mundo venceu o taiwanês Yen-Hsun Lu em sets diretos (7/5, 6/3 e 6/2).

Sem dar grandes chances ao adversário, o pentacampeão do torneio (2003-2007) tem dois objetivos traçados ao entrar no torneio: ultrapassará Pete Sampras e chegará a 16 títulos de Grand Slam, número recorde, e voltará a ocupar a liderança do ranking mundial, atualmente nas mãos de Rafael Nadal, que decidiu não participar do torneio por lesões.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Rápidas

Imperador

Adriano obteve uma bela atuação contra o Internacional de Porto Alegre obtendo um hat-trick (três gols na mesma partida). Quando marcou em sua estréia, sumiu por duas vezes do treino na Gávea. Agora após marcar três vezes qual será o próximo capítulo?

Cuca

Após troca de farpas com Muricy por supostos telefonemas para Juvenal Juvêncio, Cuca só tem de agradecer a Adriano que o deixou empregado por mais uma semana e amenizou a crise na Gávea.

Batata prestes a Assar

A diretoria do Inter nunca escondeu o sonho de ter Muricy de volta ao comando da equipe. Após Tite tomar uma chacoalhada do Flamengo e uma desvantagem na Copa do Brasil, já existe quem diga que a perda da final pode significar novos tempos em Porto Alegre.

Fábio Costa

Como já diria o ditado: “o feitiço virou contra o feiticeiro”. Famoso por suas saídas afobadas do gol, o goleiro provou do próprio veneno e se contundiu. O santista deve ficar fora dos gramados por pelo menos 15 dias.

De Novo

A cena já vista em 2008 parece se repetir em 2009, Celso Roth, o eterno questionado, mostra um belo trabalho a frente ao Atlético MG. No ano passado mesmo desacreditado e sem um grande elenco liderou o campeonato por boa parte e foi segundo lugar. Será que o galo será apenas mais um cavalo paraguaio ou disputará o título com chances?

Artilheiro

Em um campeonato onde se conta com nomes de peso no ataque como Ronaldo, Adriano, Fred, Diego Tardelli e outros, o artilheiro do brasileiro é Christiano Florêncio. O jogador também conhecido como Pedrão, o atacante do Barueri já conta com seis gols na ponta da tabela da artilharia.

O jogo dos opostos

Corinthians e São Paulo mostraram nesse fim de semana como vivem momentos completamente opostos, não só nos campos como também nos bastidores. Os fatores extra campo influenciam sim é verdade, porém o que se viu dentro de campo foi do lado alvinegro um time, mesmo com reservas, muito bem organizado, já do lado tricolor não foi possível nem se chamar de time.
O grupo tri-campeão pela primeira vez se mostra derrubado pela crise, acostumado a superar momentos difíceis a equipe demonstra que desta vez o resultado parece que será outro.
O jogo em si não foi nem de longe a sétima maravilha do mundo. O Corinthians foi sufocado por quase 35 minutos até conseguir armar o contra-ataque que resultou no primeiro gol, jogada que tem sido a arma do time no ano. Após isso pouco futebol se viu para os dois lados, ambos tocavam bolas de lado até Chicão acertar o pé em falta e terminar de abalar a equipe são-paulina. Completamente desorientada em campo não demorou para Jucilei, que havia substituído Cristian sacramentar o terceiro gol depois descontado por Richarlyson.

A dúvida
Durante todo o tempo Borges foi o único atacante são-paulino em campo, mesmo após estar perdendo por três gols. O único que se aproximava era Hugo. Por que não tentar deixar o time ofensivo? O Dagoberto estava machucado, mas e Washington poupado do clássico? André Lima já sem chances? O cerebral e insubstituível Jorge Wagner no banco até os 25 do 2º tempo? E o craque Hernanes, por onde anda?
Pelo que podemos ver os tempos não serão fáceis pelo CT da Barra Funda. E aí vem Ricardo Gomes, o mesmo que deixou Robinho, Kaká e Cia fora da olimpíada tão sonhada. Junto a tudo isso a diretoria são-paulina já fala em tempos de “vacas-magras”.

Trabalho
Já Mano Menezes mostra mais uma vez como o trabalho tem sido fortalecido, mesmo sem André Santos, Alessandro e Dentinho a equipe conseguiu superar o adversário, sem apresentar um grande futebol é verdade. Apesar de sair contundido Cristian não preocupa, mas já Marcelo Oliveira que finalmente voltou a mostrar o que só o Carpegiani viu em 2007 poderá passar mais um tempo no dpto Médico. Mesmo estando na final da Copa do Brasil, o timão já é o 5º lugar, um ponto atrás do G-4.

Dados do Clássico(fonte G1)

CORINTHIANS 3x1 SÃO PAULO
COR: Felipe; Diogo, William, Chicão e Marcelo Oliveira (Diego); Cristian (Jucilei), Elias e Douglas; Jorge Henrique, Marcelinho (Jean) e Ronaldo.
Técnico: Mano Menezes.

SPO: Denis; André Dias, Jean Rolt (Jorge Wagner) e Renato Silva; Jean (Arouca), Eduardo Costa, Richarlyson, Marlos e Júnior César; Hugo (Oscar) e Borges.
Técnico: Milton Cruz.

Gols: Cristian, aos 37 minutos do primeiro tempo; Chicão, aos 12, Jucilei, aos 27, Richarlyson, aos 35 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Diogo, Jorge Henrique, William (C); Marlos, Hugo, Jean Rolt, André Dias (SP).

Público: 15.371 pagantes. Renda: R$ 487.054,00
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (SP). Auxiliares: Vicente Romano Neto (ES) e Márcio Luiz Augusto (SP)