terça-feira, 23 de junho de 2009

(Quase) Nada de Surpresas

O Torneio de Wimbledon não apresentou nenhuma grande surpresa após sua primeira etapa, a única contradição ficou por conta de James Blake. Vice- campeão do Torneio de Queen's, há oito dias, o americano encerrou sua participação no piso de grama, o tenista foi derrotado pelo italiano Andreas Seppi por 7-5, 6-4 e 7-6 (7-5).
James Blake tem se mostrado inconstante na temporada, chegando a duas finais como a do Torneio de Estoril e de Queen´s, ambas perdida. Porém nos dois Grands Slams do ano o americano foi eliminado na primeira rodada. Mantendo o tabu de nunca ter alcançado sequer as oitavas-de-final do torneio, o atleta que já foi 10º do ranking hoje ocupa a 17ª posição com previsão de baixa na próxima semana. A outra surpresa do campeonato foi à eliminação de Marat Safin, cabeça-de-chave número 14. O russo foi derrotado pelo americano Jesse Levine por 6/2, 3/6, 7/6 e 6/4.

Nos demais confrontos do torneio nenhuma surpresa. A aposta e esperança da casa Andy Murray não decepcionou o público que lotou a quadra central de Wimbledom, vencendo o americano Robert Kendrick por 3 sets a 1, com parciais de 7/5, 6/7, 6/3 e 6/4 em pouco mais de duas horas e meia. Sem uma grande apresentação, o atual nº 3 que há oito dias venceu o torneio de Queen´s fez 20 aces e contou com 41 erro não forçados de Kendrick. Murray tenta se tornar o primeiro britânico a vencer Wimbledon em 73 anos. O último tenista do Reino Unido a erguer a taça no Grand Slam londrino foi o inglês Fred Perry, em 1936. Hoje, Andy Murray veste roupas da grife que leva o nome de Perry.

O americano Andy Roddick venceu o francês Jeremy Chardy na primeira rodada. O ex-número 1 do mundo e atual sexto colocado no ranking da ATP derrotou o adversário por 6/3, 7/6, 4/6 e 6/3, e avançou à segunda rodada do torneio. Em uma partida sólida Andy Roddick executou 21 aces chega a Wimbledon mais uma vez como candidato ao título. Em seu currículo o americano tem duas finais no Grand Slam britânico (2004 e 2005), além de quatro títulos na grama (todos em Queen's, em 2003, 2004, 2005 e 2007).

Juan Martín Del Potro não teve dificuldades para vencer o francês Arnaud Clément e avançou à segunda rodada em Wimbledon. O argentino de 1,98m de altura, atual nº 5 do ranking, aplicou 3 sets a 0 (6/3, 6/1 e 6/2) no adversário 25 centímetros mais baixo, que mede apenas 1,73m. O argentino tenta o feito de alcançar pela primeira vez a terceira fase do torneio.
Na próxima fase Del Potro enfrenta o australiano Lleyton Hewitt, que venceu o norte-americano Robby Ginepri por 3 a 0, com parciais de 6-4, 6-1 e 6-1. Hewitt que foi campeão do torneio em 2002 não está nem entre os cabeças-de-chave na atual edição. Em uma partida avassaladora, o australiano venceu em apenas uma hora e 31 minutos, ele cedeu só seis games ao adversário.

O alemão Tommy Haas precisou de menos de dez minutos para completar sua vitória por 6/7, 7/6, 6/3 e 6/4 sobre o austríaco Alexander Peya. A partida havia sido adiada por falta de luz natural, com o quarto set empatado em 4/4.

Fernando González por sua vez estreou com uma boa vitória sobre o russo Teimuraz Gabashvili: 7/5, 7/5 e 6/3. O chileno vai enfrentar na próxima fase o argentino Leonardo Mayer, que despachou o espanhol Oscar Hernandez por 6/0, 6/0 e 6/3.

O algoz de Nadal em Roland Garros e 12º do ranking, Robin Soderling venceu Gilles Muller (LUX) por 3 sets a 1, com parciais de 6/7, 7/5, 6/1 e 6/2. O sueco entrou no torneio como o cabeça de chave numero 10.

Novak Djokovic, nº 4 do mundo, não teve uma estréia fácil. O sérvio precisou de quatro sets para derrotar o francês Julien Benneteau por 3 a 1, com parciais de 6-7 (8-10), 7-6 (7-1), 6-2 e 6-4.


Pinta de Campeão

O atual vice-campeão em Wimbledon e recentemente campeão de Roland Garros, Roger Federer abriu as competições e não decepcionou os fãs londrinos. O suíço número 2 do mundo venceu o taiwanês Yen-Hsun Lu em sets diretos (7/5, 6/3 e 6/2).

Sem dar grandes chances ao adversário, o pentacampeão do torneio (2003-2007) tem dois objetivos traçados ao entrar no torneio: ultrapassará Pete Sampras e chegará a 16 títulos de Grand Slam, número recorde, e voltará a ocupar a liderança do ranking mundial, atualmente nas mãos de Rafael Nadal, que decidiu não participar do torneio por lesões.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Rápidas

Imperador

Adriano obteve uma bela atuação contra o Internacional de Porto Alegre obtendo um hat-trick (três gols na mesma partida). Quando marcou em sua estréia, sumiu por duas vezes do treino na Gávea. Agora após marcar três vezes qual será o próximo capítulo?

Cuca

Após troca de farpas com Muricy por supostos telefonemas para Juvenal Juvêncio, Cuca só tem de agradecer a Adriano que o deixou empregado por mais uma semana e amenizou a crise na Gávea.

Batata prestes a Assar

A diretoria do Inter nunca escondeu o sonho de ter Muricy de volta ao comando da equipe. Após Tite tomar uma chacoalhada do Flamengo e uma desvantagem na Copa do Brasil, já existe quem diga que a perda da final pode significar novos tempos em Porto Alegre.

Fábio Costa

Como já diria o ditado: “o feitiço virou contra o feiticeiro”. Famoso por suas saídas afobadas do gol, o goleiro provou do próprio veneno e se contundiu. O santista deve ficar fora dos gramados por pelo menos 15 dias.

De Novo

A cena já vista em 2008 parece se repetir em 2009, Celso Roth, o eterno questionado, mostra um belo trabalho a frente ao Atlético MG. No ano passado mesmo desacreditado e sem um grande elenco liderou o campeonato por boa parte e foi segundo lugar. Será que o galo será apenas mais um cavalo paraguaio ou disputará o título com chances?

Artilheiro

Em um campeonato onde se conta com nomes de peso no ataque como Ronaldo, Adriano, Fred, Diego Tardelli e outros, o artilheiro do brasileiro é Christiano Florêncio. O jogador também conhecido como Pedrão, o atacante do Barueri já conta com seis gols na ponta da tabela da artilharia.

O jogo dos opostos

Corinthians e São Paulo mostraram nesse fim de semana como vivem momentos completamente opostos, não só nos campos como também nos bastidores. Os fatores extra campo influenciam sim é verdade, porém o que se viu dentro de campo foi do lado alvinegro um time, mesmo com reservas, muito bem organizado, já do lado tricolor não foi possível nem se chamar de time.
O grupo tri-campeão pela primeira vez se mostra derrubado pela crise, acostumado a superar momentos difíceis a equipe demonstra que desta vez o resultado parece que será outro.
O jogo em si não foi nem de longe a sétima maravilha do mundo. O Corinthians foi sufocado por quase 35 minutos até conseguir armar o contra-ataque que resultou no primeiro gol, jogada que tem sido a arma do time no ano. Após isso pouco futebol se viu para os dois lados, ambos tocavam bolas de lado até Chicão acertar o pé em falta e terminar de abalar a equipe são-paulina. Completamente desorientada em campo não demorou para Jucilei, que havia substituído Cristian sacramentar o terceiro gol depois descontado por Richarlyson.

A dúvida
Durante todo o tempo Borges foi o único atacante são-paulino em campo, mesmo após estar perdendo por três gols. O único que se aproximava era Hugo. Por que não tentar deixar o time ofensivo? O Dagoberto estava machucado, mas e Washington poupado do clássico? André Lima já sem chances? O cerebral e insubstituível Jorge Wagner no banco até os 25 do 2º tempo? E o craque Hernanes, por onde anda?
Pelo que podemos ver os tempos não serão fáceis pelo CT da Barra Funda. E aí vem Ricardo Gomes, o mesmo que deixou Robinho, Kaká e Cia fora da olimpíada tão sonhada. Junto a tudo isso a diretoria são-paulina já fala em tempos de “vacas-magras”.

Trabalho
Já Mano Menezes mostra mais uma vez como o trabalho tem sido fortalecido, mesmo sem André Santos, Alessandro e Dentinho a equipe conseguiu superar o adversário, sem apresentar um grande futebol é verdade. Apesar de sair contundido Cristian não preocupa, mas já Marcelo Oliveira que finalmente voltou a mostrar o que só o Carpegiani viu em 2007 poderá passar mais um tempo no dpto Médico. Mesmo estando na final da Copa do Brasil, o timão já é o 5º lugar, um ponto atrás do G-4.

Dados do Clássico(fonte G1)

CORINTHIANS 3x1 SÃO PAULO
COR: Felipe; Diogo, William, Chicão e Marcelo Oliveira (Diego); Cristian (Jucilei), Elias e Douglas; Jorge Henrique, Marcelinho (Jean) e Ronaldo.
Técnico: Mano Menezes.

SPO: Denis; André Dias, Jean Rolt (Jorge Wagner) e Renato Silva; Jean (Arouca), Eduardo Costa, Richarlyson, Marlos e Júnior César; Hugo (Oscar) e Borges.
Técnico: Milton Cruz.

Gols: Cristian, aos 37 minutos do primeiro tempo; Chicão, aos 12, Jucilei, aos 27, Richarlyson, aos 35 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Diogo, Jorge Henrique, William (C); Marlos, Hugo, Jean Rolt, André Dias (SP).

Público: 15.371 pagantes. Renda: R$ 487.054,00
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (SP). Auxiliares: Vicente Romano Neto (ES) e Márcio Luiz Augusto (SP)