No futebol do novo século podemos dizer que a identidade que certos atletas criam com a torcida e com o clube, podem ocultar até mesmo a falta de habilidade e de técnica. Muitas vezes estampando um slogan de raça, jogadores tem se destacado pelo empenho e desgaste no campo. Poderíamos dizer que em todos os clubes hoje existem chamados xodós. No Palmeiras é impossível não se lembrar de Pierre e sua garra, volante que agora com o técnico (interino ou não) Jorginho puxa até mesmo contra-ataques. Isso que é confiança.
No Internacional de Porto Alegre até pouco tempo era o melhor ataque do Brasil, Guiñazu, o volante argentino tem sido considerado o símbolo do time. Podemos completar essa lista com Tcheco do Grêmio, Lúcio Flávio do Botafogo, Fábio Costa no Santos, Rogério Ceni no São Paulo, mas uma curiosidade pode ser notada quando tocamos no assunto. Repare que os jogadores que se identificam poucas vezes são atacantes, ou jogadores de frente.
As exceções que podem ser vista hoje são Kleber, do Cruzeiro e Ronaldo do Corinthians. Ambos podem dizem que carregam seus times em muitas situações difíceis. Kleber foi campeão Mineiro e finalista da Libertadores sobrando em campo, já Ronaldo dispensa apresentações e já foi campeão Paulista e da Copa do Brasil. Ambos duelarão contra pelo brasileirão na sua 12ª rodada.
A Controvérsia
Pelo lado contrário desse raciocínio existem atletas que mesmo demonstrando raça e empenho a torcida não aceita e ele sempre leva a culpa. Fabinho Capixaba do Palmeiras tem recebido duras criticas e perdeu a posição para um volante improvisado na direita. No Corinthians por sua vez, o atacante Souza que havia sido contratado para ser o substituto de Ronaldo passa bem longe disso, sem mercado e sem chances, o atacante encontra-se encostado no Parque São Jorge a torcida já põe o atleta a venda até mesmo na internet.
